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17 de maio de 2015

PARTIDA E CHEGADA

PARTIDA E CHEGADA

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi".
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.

Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.
O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.

E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro".
Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi".

Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu.
Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.
E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: já se foi", no mais além, outro alguém dirá feliz: "já está chegando".

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.

Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.

Pense nisso!

DE Victor Hugo no
livro A REENCARNAÇÃO ATRAVÉS DOS SÉCULOS

24 de dezembro de 2010

BLOG FUÁ VIRTUAL

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24 de abril de 2010

Convite para me seguir ;)

Este é um convite para o meu blog.
Mandei só para os plugados e antenados. Espero que aceite.
bjo bjo bjo*
Virgínia Meirim

23 de abril de 2010

O crack devora os filhos de pai ausente

O crack devora os filhos de pai ausente

21/04/2010 - 15:09 | Enviado por: Migliaccio

Anteontem, no pequeno intervalo entre ligar a TV e o DVD, me deparei com um programa jornalístico da Record que enfocava a epidemia de crack no Brasil.

O programa em si foi meio maçante, porque a emissora quis mostrar pujança e gravou pequenas reportagens em quase todas as capitais do país. O resultado foi que muitas se mostraram repetitivas.

Mas três momentos me deixaram impressionados com a força dessa droga.

Um deles, eu nem quis ver, mudei de canal. Mostrou os bebês filhos de mães dependentes sofrendo a síndrome de abstinência ainda no berçário. Barra pesada demais.

O segundo momento foi a internação involuntária de um jovem, que foi amarrado por enfermeiros e levado dentro de um carro para uma clínica, ante os olhares desesperados da mãe, a quem ele ameaçava aos berros. Dentro do carro, transtornado e desfigurado, esquelético e monstruoso, o rapaz parecia endemoniado, falando que por nada deste mundo largaria as pedras e que quando saísse da clínica voltaria a fumá-las.

Pouco depois, o programa mostrou o mesmo jovem, após 21 dias internado, cinco quilos mais gordo, sereno, olhar de criança de volta à fisionomia. Custei a crer que fosse a mesma pessoa. Ao ver as imagens de sua internação num monitor, garoto também não se reconhecia.

_ Quanta arrogância! Nem parece que sou eu... _ comentou.

Aliás, um parêntese: como as pessoas se permitem ser filmadas nesses momentos, como abrem suas intimidades e a de seus parentes para a TV dessa forma... é um fenômeno do nosso tempo, da era dos reality shows e da falência da privacidade.

Outra cena incrível foi a de um outro adolescente implorando dinheiro à mãe e às tias. Dizia que era para comer, mas ninguém mais acreditava nele. A mãe, com uma cicatriz na testa, fruto da violência do rapaz, era um farrapo humano.

Lá pelas tantas, o adolescente reclamou, choroso, que nunca mais havia visto o pai.

Segundo estudos divulgados pelo programa, cerca de 90% dos viciados em crack são de família desestruturada e sofrem com a ausência do pai. Claro que não é a única causa, mas é um dado tão comum que merece reflexão.

Portanto, você aí, garanhão. É, você mesmo, que curte a fama de pegador, de terror da mulherada. Seja mais consciente com os filhos que está deixando pelo caminho. Tirou proveito, assuma o ônus. Já que você é tão gostosão, mostre que também tem responsabilidade com as pessoas que põe no mundo.

E as garotas que, no desespero, engravidam mesmo sabendo que o cara não vai assumir são cúmplices do abandono que virá.

Fazer um filho é uma delícia, mas criá-lo é um sacerdócio que exige muita renúncia e abnegação. Nos traz, no entanto, alguns dos momentos mais valiosos e mágicos desta vida.

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Putz, Marcelo, é pra chorar. Tanto pela realidade descrita quanto pelo seu recado bem mandado, muito bem mandado (!) para essa garotada irresponsável que curte sexo por meio de pulserinhas e acha a coisa mais fofa do mundo apostar com quantos se fica em uma balada. Deplorável.
A família é a célula da sociedade e quando ela adoece todo o corpo social sofre as consequências. Quanto mais doentes forem as famílias mais doente será a sociedade.
Na verdade, eu vejo duas situações. A primeira trata da reprodução irresponsável, do sexo pelo sexo, do carpe diem, do “meu negócio é dar e o meu é meter”. A partir daí, meu caro amigo, tudo o que vier vem mal.
A segunda situação trata da ausência dos pais, muito bem abordada por você, e da crise do
“i wanna be forever young “ onde ninguém mais quer descer do palco para deixar o filho brilhar. Dizem por aí que os 40 são os novos 20 e nessa onda perdeu-se a figura de autoridade dos pais. Quando os tempos eram melhores as filhas queriam ser como as mães e os filhos como os pais. Hoje, as mães disputam com as filhas os mesmos modelitos e os garotos tomam porres com os pais e azaram a mesma mulher nas boites. Aí fica difícil.
Que fique claro que não se pode generalizar. Há casos, provavelmente destas mulheres sofridas do programa (eu não assisti), que em algum momento a coisa saiu do controle porque, vamos combinar, é barra ter que trabalhar, manter a casa, cuidar dos filhos, tudo ao mesmo tempo. Pior ainda quando o safado reprodutor deixa a mulher e a prole na mão. E uma coisa é fato: essa garotada dá volta na gente. Tem que vigiar. Aliás... tem que orar e vigiar.
Enquanto não houver uma política pública séria, que dê suporte a essas famílias na educação, orientação e formação da personalidade dos nossos jovens e crianças, tudo tende a piorar. A iniciação nas drogas se dá cada vez mais cedo, todo o mundo sabe disto. As escolas precisam trabalhar junto com as famílias. Não basta apenas informar. Tem que formar, educar, pegar no pé. Lembra da caderneta de presença? Pois é. Ai de nós se chegássemos em casa com o famoso carimbo FALTOU para a mamãe assinar. Deus me livre. Nós tínhamos que nos explicar na escola, em casa e, pior, na escola em presença da mãe ou pai. Era assim que funcionava e ninguém ficava traumatizado.
O que as pessoas precisam entender é que o jovem quer limites por mais que pareça o contrário.
Abraços fraternos,
Virgínia Meirim

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Ah! acabei esquecendo: quanto a esta coisa das pessoas se deixarem filmar em situações extremas lembre-se, meu bom Marcelo, que privacidade, ou "expectativa de privacidade", ou invasão de privacidade são coisas da era "muderna", uma invenção das grandes metrópoles. Experimente viajar por pequenos povoados no interior, ou cidadezinhas bem pequenas, e vai perceber o quanto todo mundo sabe da vida de todo mundo nos mínimos detalhes. E não rola estresse.
Na urbe as pessoas estão perdendo visibilidade, cada um é só mais um. Para ganhar espaço e posição (e se sentir alguém) os indivíduos são levados a se unir em grupos ou tribos com as quais se identificam. A superexposição pode ser também, como no caso do programa, um pedido de socorro. Um grito desesperado por ajuda, para dividir um fardo que já não se aguenta mais carregar. O desespero da família aliado aos interesses da mídia formam uma combição explosiva. Novos tempos, meu caro. Novos tempos.
Outra coisa que percebi foi que, quando você postou sobre a tragédia das chuvas e fez referência a Chico Xavier, logo surgiram inúmeros posts em uma acalorada discussão, com cada um puxando o cobertor para o seu pé. Não estou vendo a mesma empolgação sobre este assunto do crack, tão importante quanto, talvez até mais grave que a cizânia que você deu start. Porque será que as pessoas não se manifestam com a mesma veemência? Ora, ora. O crack, o alcoolismo, enfim, a dependência química em todas as suas formas são patologias sociais (além do quadro clínico) que exigem uma ação de cada indivíduo. Cabe a cada um de nós cair de cara em busca de soluções para o problema.
A família é uma Instituição e como tal tem que ser respeitada, levada a sério. Que tal começar por aí?
Abraços fraternos
Virgínia Meirim

7 de abril de 2010

Governo LULA

Gente, calma!

Alguém aqui parou para pensar que nós saímos da condição de pedir dinheiro emprestado e hoje já estamos emprestando dinheiro? Dá para avaliar a importância deste simples fato para o crescimento econômico do país e a sua posição entre os "grandes do planeta"?

Dá para pensar que a corrupção existe desde que a corte portuguesa botou os pés na nossa terra e a coisa nunca mudou, governo após governo?
Pelo amor de Deus, nossos escândalos políticos, criminosos, desvios de verba não coisa nova do atual governo. Acontecem há anos, são heranças de governos anteriores. Nós já tivemos até ministro que contrabandeava pedras preciosas, ora ora!

Por falta de sorte do LULA muita coisa passou a pipocar justamente na sua administração.
Alguém aqui ainda acredita que os que o antecederam não meteram a mão na sacola? Faz-me rir.

A diferença é que os governos anteriores escondiam as falcatruas. O LULA segurou o trojan, deixou as coisas virem à tona e os lesados de plantão acreditam que a corrupção começou agora, nestes últimos oito anos. É muita falta de informação.

O governo LULA não produziuos crimes e criminosos, apenas os herdou. A única coisa é que com ele as caras dos safados começam a aparecer.
Corrupção neste país não é coisa nova. Leiam sobre o Príncipe Regente.

E parem de entender política como coisa que "tem que favorecer a mim e não ao país". A coisa é muito mais complexa. Há que se ter visão macro, não importam os nossos interesses pessoais.


Abraços fraternos
Virgínia Meirim

2 de abril de 2010

Governo LULA

Gente, calma!

Alguém aqui parou para pensar que nós saímos da condição de pedir dinheiro emprestado e hoje já estamos emprestando dinheiro? Dá para avaliar a importância deste simples fato para o crescimento econômico do país e a sua posição entre os "grandes do planeta"?
Dá para pensar que a corrupção existe desde que a corte portuguesa botou os pés na nossa terra e a coisa nunca mudou, governo após governo? Pelo amor de Deus, nossos escândalos políticos, criminosos, desvios de verba não coisa nova do atual governo. Acontecem há anos, são heranças de governos anteriores. Nós já tivemos até ministro que contrabandeava pedras preciosas, ora ora! Por falta de sorte do LULA muita coisa passou pipocar justamente na sua administração. Alguém aqui ainda acredita que os que o antecederam não meteram a mão na sacola? Faz-me rir. A diferença é que os governos anteriores escondiam as falcatruas. O LULA segurou o trojan, deixou as coisas virem à tona e os lesados de plantão acreditam que a corrupção começou agora, nestes últimos oito anos.
É muita falta de informação.
O governo LULA não produziuos crimes e criminosos, apenas os herdou. A única coisa é que com ele as caras dos safados começam a aparecer.
Corrupção neste país não é coisa nova. Leiam sobre o Príncipe Regente.
E parem de entender política como coisa que "tem que favorecer a mim e não ao país". A coisa é muito mais complexa.
Há que se ter visão macro, não importam os nossos interesses pessoais.
Abraços fraternos
Virgínia Meirim

1 de abril de 2010

Meus sempre queridos amigos e família!

As eleições estão aí e começa a praga de se veicular pela internet as campanhas em prol dos candidatos. É natural. Todos querem, precisam puxar a sardinha para o seu lado.

A todos, indiscriminadamente, nada pessoal, nada contra ninguém, venho apenas pedir um pequeno, bem pequeno favor: não me mandem e-mails sobre candidatos, perfis de candidatos, pesquisas sobre candidatos, PASSADO de candidatos, futuro de candidatos, famílias de candidatos, escândalos de candidatos, piadas e críticas sobre candidatos, ufa! Enfim, nada, NADA que tenha conotação política.

Se já é chato ter que aturar a propaganda oficial imaginem ter a caixa de entrada entulhada com este tipo de assunto.
Estou certa da compreensão de todos e agradeço profundamente já pedindo desculpas pela rudeza da minha franqueza.
Guardem suas opiniões e seus candidatos no cantinho do coração, não precisam contar para mim. Não faço questão de saber, ok?

De qualquer forma, eu precisava avisar até porque todos tem que saber que eu nem abro este tipo de e-mail.

Meu pedido vem de uma certeza: neste país quando se trata de política a história sempre se repete e por isto valem muito bem os ditados: "Atrás de mim virá quem de bom me fará" ou "A mão que afaga é a mesma que apedreja".

Se é que estão me entendendo...

bjo bjo bjo* a todos e mil obrigados.

22 de março de 2010

este JORNALISTA é demais! Rio Acima - JBONLINE por MARCELO MIGLIACCIO

Perversidade contra dois jogadores de futebol

15/03/2010 - 20:38 | Enviado por: Migliaccio
As últimas "notícias" veiculadas por parte da grande imprensa sobre dois jogadores de futebol de origem humilde mostram mais uma vez o quanto este país, este nosso povo deseducado, é elitista e hipócrita (aliás, o ser humano em geral hoje pensa e age assim em quase todo o mundo, salvo honrosas exceções).

Primeiro, pegaram Adriano Imperador, craque do Flamengo e da Seleção Brasileira, para Cristo. O motivo? Ele teve uma briga pública com a noiva numa favela. Na favela onde nasceu e foi criado, diga-se, até descobrir que o destino lhe havia sorteado uma megasena, dando-lhe o dom de jogar bem o futebol.

Adriano _ ou melhor, sua vida particular _ virou manchete. Como se fosse o único ser humano famoso e rico a se envolver em barracos. Quantos barracos de atrizes de novela, diretores de cinema, políticos e empresários a grande imprensa deixou debaixo do tapete nas últimas décadas?

Não era conveniente publicar... ainda mais na base do "ouvi dizer"

Mas, como se trata de um negro com pouco estudo, a execração pública está liberada. Afinal, se Deus não fosse camarada com ele, Adriano estaria numa esquina dessas defendendo o almoço do dia como flanelinha. Ou dando duro debaixo do sol como auxiliar de pedreiro. Ou até montando guarda numa boca-de-fumo com uma arma na mão. Quem saberá qual teria sido seu destino? Adriano é rico hoje, mas ainda é um favelado sobre quem achamos que podemos tripudiar ao menor escorregão. Adriano escorrega, nós não.

No último domingo, um jornal publicou que o craque promove festas de arromba com prostitutas e animais. Isso mesmo, animais. Se for mesmo verdade (porque o jogador deveria superar seu complexo de vira-lata e ir à Justiça para que provem isso), só quem deve se preocupar é a Sociedade Protetora dos Animais. Nào há uma declaração assumida na suposta reportagem. Acusam Adriano de promover aberrações, mas ninguém tem coragem de dar o próprio nome. "Dois jogadores", diz o texto, contaram a história ao repórter. "Um empresário" confirmou. Isso é o bastante para atacar a hora de uma pessoa? Uma boa fofoca? Hoje, no Brasil, é.

A vida privada de Adriano, por mais estranha que possa ser, não é mais dele, é de todos os brasileiros, que, parece, nada têm de mais importante com que se preocupar.

Ah, têm sim, o Big Brother Brasil...

No domingo à noite, foi a vez de Vágner Love, outro jogador do Flamengo, ser pregado na cruz. Filmaram o rapaz chegando a uma favela em meio a traficantes armados. Descobriram a pólvora? Ninguém sabia que na maioria das comunidades ainda reina o crime organizado? Agora, vão chamar o Vagner Love para depor (porque alguns adoram entrar na onda da TV). Teve um engravatado que apareceu na televisão dizendo que o jogador não deveria frequentar aqueles lugares. Poxa, mas ele nasceu ali, ali estão seus parentes, seus amigos de infância. Alguns viraram bandidos, a maioria não. Ali na Rocinha estão suas raízes. Fazer o quê?

Queriam que o atacante desarmasse os criminosos? Queriam que ligasse para a polícia e dissesse que estava cercado por traficantes? Se o delegado o chamou para depor, tem que exigir explicações também de todos os moradores da comunidade, que convivem com aquela realidade diariamente. E dos políticos, que, em época de campanha, sobem morros após seus assessores negociarem com as quadrilhas o salvo conduto.

Hipocrisia, preconceito acusar apenas os jogadores, que, pelo menos, não estão ali para fazer demagogia e pedir voto.

Quando Vágner Love nasceu, já cantavam na Rocinha os fuzis e metralhadoras. A polícia sabe disso há décadas, não precisa convocar o artilheiro para se informar.

Onde estava o delegado que convocou Love para depor quando Michael Jackson teve que pedir permissão aos traficantes do Santa Marta para gravar um clipe no alto do morro? Aliás, quem fez a segurança da equipe de Jackson e do diretor Spike Lee lá em cima foram os traficantes, como a mídia cansou de noticiar na época...

Mas Vágner Love é um negro brasileiro, mais negro que Adriano. Tem dinheiro, mas não tem berço nem sobrenome.

Seu sobrenome é Love.

Então podemos cair de pau em cima, dando vazão a toda a nossa crueldade, a toda a nossa mediocridade. Provas? Quem precisa delas?

Se os dois forem criminosos, que a polícia os prenda e um juiz os condene. O que se discute aqui é a abordagem jornalística das tais festas de arromba (a denúncia da moto foi posterior) e do vídeo do jogador Love na favela. Elitista como sempre.

Por essas e outras, às vezes, me envergonho de ser jornalista. Mais: de ser humano.



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MEU COMENTÁRIO:

A todos aqueles que levam a termo e acreditam com 100% de certeza no lixo que a imprensa menor publica e faz em suas cabeças verdadeiras lavagens ceerebrais:


A mídia podre publica fatos com certeza PORÉM, não consegue provar nada com convicção. Não vi uma única foto sequer (nem de celular!) das orgias que foram descritas. Estou esperando até agora os fatos serem provados pela acusação. Fonte muito ruim a deste jornalistazinha de merda.

Alguém aqui, por acaso, conhece alguém que testemunhe os fatos recentemente publicados sobre a vida particular de Adriano?

Já sei: vai aparecer um gaiato que vai afirmar que "o amigo do colega de trabalho dele disse que tem uma faxineira que conhece a vida toda do Adriano porque é amiga da outra faxineira de outro amigo que tem uma casa em Búzios e é vizinho de Adriano".
É assim que as fofocas brotam. Nomes aos bois ninguém dá.
Me poupem.

Rio Acima - JBONLINE por MARCELO MIGLIACCIO

Olha o outro lado da moeda aí

18/03/2010 - 09:14 | Enviado por: Migliaccio
Vejam só como são as coisas:

Um jornal aqui do Rio publicou no alto da primeira página que o pai de um conhecido comediante foi preso por tráfico de drogas.

O tom da manchete, no entanto, é bem diferente daqule dedicado aos dois jogadores de futebol, negros e nascidos em favelas.

Agora, o jornal é paternal, quase choroso, afinal o humorista é branco e de classe média, ao que se saiba nunca morou numa favela. Merece, portanto, ser exposto da forma mais respeitosa possível.

"Fulano vive um drama com o pai preso por tráfico", diz o jornal (que, como sua nave-mãe, também tem nome de biscoito-que-se-come-na-praia). Aqui é drama; com os atletas é banditismo mesmo.

E segue o subtítulo: "ele diz que se afastou do pai 'por causa de problemas'". Vejam bem, nesse caso a palavra dele vale. Vágner Love também disse que nâo tem ligação com o tráfico, mas isso não valeu de nada. Disseram até que o jogador era "escoltado" por traficantes armados, embora a imagem não dê margem a essa conclusão.

O humorista, que faz boa parte do Brasil rir todos os sábados, certamente não será chamado a depor na delegacia pelo delegado que convocou Adriano e Vágner Love. Ele disse ao jornal que nâo vê o pai há seis anos e isso basta.

Aliás, nem teria por que ser chamado mesmo

No final das contas, ele terá sido vítima apenas da coluna de fofoca do jornal. Embora cuidadosa e cheia de dedos na abordagem, a Candinha de rapina não deixou de expô-lo. Não iria perder esse filé.

Está implicito para nossa sociedade preconceituosa que o ator nada tem a ver com os infelizes negócios do pai. Ninguém tem dúvidas disso. Seu sigilo telefônico não será quebrado, como será o de Adriano, que, em tese, tem direito de presentear quem bem entender, mesmo uma mulher cujo filho é acusado de tráfico. Esse é o estado de direito.

Ser mãe de traficante significa muito quando o assunto é a moto dada por Adriano. Mas ser filho de traficante não significa nada quando está em questão o humorista.

Os jogadores terão que se explicar na delegacia, apesar de a lei dizer que o ônus da prova cabe a quem acusa.

Uma leitora deste blog citou também os casos de dois galãs de novela presos comprando drogas. Foram tratados como vítimas que precisam de ajuda. E são mesmo, excelentes pais, inclusive. Mas vale lembrar que nem Adriano nem Vágner Love foram flagrados em antidoping... e no entanto estão sendo apedrejados. Para os galãs, apareceram tiras compreensivos.

Bom, as coisas são assim...

Aos que disseram que defendo marginais, recomendo um curso urgente de alfabetização, porque este não é um debate policial, mas sobre os limites éticos e legais da imprensa.

Só para encerrar, como disse o leitor ZFlash, que conheço como o Dean Martin da Rua do Russel, sou tricolor e não rubro-negro.


____________________________________________________________________________


MEU COMENTÁRIO:



Marcelo, você é o Caaaaaaaaaaaaaaaara!

Queria ter um décimo da sua capacidade para expor com tanta clareza a perseguição que essas pessoas ruins resolveram fazer contra os jogadores do Flamengo.
Lembro do oba oba quano Adriano voltou.
Agora, mais do que nunca, tenho certeza de que a mão que afaga é a mesma que apedreja.
Valeu mesmo, Marcelo. Valeu mesmo.

Abraços fraternos.

E para os tontos de plantão que fique bem claro: não está em discussão aqui o time para o qual se torce ou para a atitude da polícia, até çporque esta não tem mais jeito mesmo. O que pesa neste momento é o tom tendecioso, parcial, preconceituoso e acusatório com o qual alguns que se dizem jornalistas vem tratando o assunto.
Pronto, falei.

21 de março de 2010

Coisas assim

Coisas assim

Coisas assim, sem como explicar. Pessoas matando, pessoas morrendo, pessoas sofrendo. Omissão, descaso, corrupção

O Homem criado à imagem e semelhança de Deus perde os valores morais, o respeito a si mesmo e à vida humana. Perde o Amor, abraça o ódio, a revolta e a vingança. Opõe-se ao seu semelhante em combates cruéis com cheiro de sangue e sabor de morte. Despreza a sociedade sem se dar conta que agindo assim se despreza também. Rompe relações sociais e não percebe que está rompendo também com as suas possibilidades de se impor como cidadão e ser capaz de exercer seu papel como pessoa de Bem. De trabalhar em prol de dias melhores, de uma vida melhor. De um mundo melhor.

Esbraveja justificando seus atos covardes pela ausência de oportunidades sociais e necessidades não atendidas. Mentira. Esquece que cada homem é senhor do seu destino quando lhe é dada a possibilidade de fazer escolhas. Neglicencia o fato de que quanto mais corretas forem estas escolhas melhor será o seu destino. Mata alegando que as suas vítimas são as responsáveis pela situação marginal em que se encontra. A sociedade é cruel, diz. A sociedade o oprime, rejeita, despreza, grita. Ódio social, ódio, ódio.

Disse sabiamente o filósofo Jean Paul Sartre: “Não importa o que fizeram de ti. Importa o que fizestes com o que fizeram de ti.”

Colocar-se como vítima de um sistema e usar da violência para se impor a este sistema é, no mínimo, burrice. É escolher viver acuado, escondido como um rato, prisioneiro da própria sorte.

Tenho pensado nestas questões e conclui que alegar ausência de políticas sociais como uma das principais causas para a escalada a criminalidade é discurso vazio. Quem é de matar vai matar. Quem é de corromper vai corromper. Quem é de ser corrompido há de se corromper. Se assim não fosse, como justificar tantos crimes hediondos cometidos por pessoas socialmente inseridas, com direito à educação, saúde e lazer?

Não precisamos ir longe para encontrar a resposta. O cerne da violência está dentro de cada indivíduo, na sua voluntária inversão de valores éticos e morais. Está na ânsia do ter, na busca do máximo de prazer com o mínimo de esforço.

No reino animal ostentamos o triste título da única espécie que mata seu semelhante não apenas por questões de sobrevivência. O Homem mata para ter o que não tem. Mata porque não gosta de alguém. Mata porque alguém não gosta dele. Mata profissionalmente. Mata por matar.

Dentro desta perspectiva o futuro da Humanidade há muito tempo está ameaçado e ninguém parece se importar com isto. Olha-se o problema de fora, como se nós mesmos não fizéssemos parte deste universo. Como se cada ameaça ao todo não significasse uma ameaça a cada indivíduo em particular.

As coisas não vão bem para o nosso lado. Correndo tudo bem, estamos todos fo*#$!”#didos.

Virgínia Meirim

Seis motivos para ser contra a pena de morte. Até mesmo para assassino de crianças

Seis motivos para ser contra a pena de morte. Até mesmo para assassino de crianças



Faço minhas as palavras do autor, Marcelo Migliaccio.
Sou contra a pena de morte e nunca tinha lido algo que tratasse o assunto com tanta objetividade, amplitude e clareza.

Resposta ao Marcelo Migliaccio sobre sua crítica ao filme A Mulher Invisível

Resposta ao Marcelo Migliaccio sobre sua crítica ao filme A Mulher Invisível

BLOG Rio Acima - Marcelo Migliaccio no JBONLINE



Migliaccio, meu prezado,

Juro que mal acordo venho ler você, adoro seus textos. Nunca comento mas hoje tive que pular: sinceramente, começar o dia com esta coisa baixo astral.... faça-me o favor...

Comédia é comédia e quanto mais despretensiosa for para mim, nestes tempos de angústia, é muito melhor.
Não preciso do cinema para observar as angústias do ser humano e da nossa bonita porém triste e castigada metrópole. Para isto basta ler os jornais todos os dias. Estão todos lá com seus dramas, despesperança, desespero...
Estou em tempo de precisar ver o pastelão, o riso fácil, o riso pelo riso sem maiores questionamentos.
Chega de sair do cinema com aquela obrigação de beber um chopp para discutir o filme em pseudos papos cabeça.
Vamos nos dar um tempo, é possível se engajado sem ser questionador e chato o tempo todo.
E o Selton?Coitado! um grande ator, e você falando mal dele... Saiba que ele, que pode ser dar ao luxo de fazer o que quiser porque já provou em várias filmes e obras que é um dos maiores atores da nova geração... deixa o cara relaxar..
Tem que ser só drama? tristeza? pensamento questionador? gente o óbvio está aí, é só acordar e sair para trabalhar o cinema não tem obrigação de repetir o que se vê todo dia, tanta tragédia.
Às vezes rir um pouco despretensiosamente faz muito bem a alma.
Você está precisando ser mais emoção e menos razão. Precisa resgatar o seu bom-humor. Precisa ver um pouco de graça nas coisas fáceis e fúteis da vida.
"Em que parte do texto está escrito" que para ser bom tem quer ser intelectualóide? relaxa... a Luana é linda, o Selton é ótimo, a Fernada dispensa adjetivos...
E viva a geração shopping center! ou daqui a pouco estaremos todos com saudades dos candieiros e lampiões e morrendo de peste bubôbica....
Abraços fraternos e deixa o sol entrar!
Virgínia Meirim

19 de janeiro de 2010

Rio Acima - Jornal do Brasil - por MARCELO MIGLIACCIO


A cultura da violência está nas ruas. Cuidado!

Na semana passada, um grupo de cerca de 40 jovens deixou o bairro de Cordovil (Zona Norte do Rio) para brigar com uma turma do Grajaú, na casa do adversário. A pancadaria havia sido marcada pela internet. Só que a chuva fez com que os locais não aparecessem, e os lutadores de Cordovil, pra não perderem a viagem, lincharam um cara que encontraram pelo caminho. Moradores horrorizados com a selvageria chamaram a polícia, que conseguiu deter (eu disse deter, não prender) 25 celerados _ 16 deles menores de idade.

Foram apreendidos protetores bucais, paus com pregos nas pontas e um soco inglês, aquele ferro que se encaixa entre os dedos para arrebentar ainda mais a cara de algum infeliz. Da delegacia, os brigões foram liberados para continuarem por aí fazendo das ruas do Rio um deprimente ringue de vale tudo. Pronto, falei a palavra mágica (uma não, duas): vale tudo.

Todos os sábados à noite alguns canais exibem essas lutas absurdas que algum iluminado resolveu chamar de "esporte" para faturar milhões. Vale tudo, Pride, Ultimate Fighting são os inspiradores desses caras que só pensam em... porrada.

Mas a coisa começou bem antes.

O culto à violência inicia-se na infância, com os desenhos animados e filmes cada vez mais violentos exibidos nas TVs aberta e paga. Ai que saudade daquelas lutas inocentes e lúdicas do seriado do Batman dos anos 60... "pow", "bleng", onomatopéias psicodélicas, invadiam o vídeo, substituindo a violência dos golpes fake dados pelos super-heróis naqueles vilões alegóricos como o Coringa, o Chadada e o Pinguim.

Mas, no final dos anos 80, a programação infantil começou a ficar punk. Lembram dos Cavaleiros do Zodíaco? Era um anime violentíssimo, sucedido por outros piores ainda. Os personagens brigavam por nada ou por motivos tão idiotas que a mensagem final era que o negócio era lutar, sempre. Tinha um tal de G. I. Joe, americano, então que era um absurdo festival de truculência.

Paralelamente, a TV foi inundada por programas mundo cão ao cair da tarde: Datena, Ratinho, Marcia, Alborgueti etc. Cenas de violência exibidas sem pudor num horário que antes era ocupado por programas como Capitão Asa e Capitão Furacão, Vila Sésamo e Sitio do Picapau Amarelo.

As pegadinhas cruéis e desrespeitosas de João Kléber, Sérgio Mallandro, Silvio Santos e companhia foram um ingrediente a mais na desconstrução do conceito de fraternidade nas cabeças daquelas crianças. Um desempregado à procura de emprego? Vamos pregar-lhe uma peça e morrer de rir.

Aí, para solapar geral, vireram os reality shows, com suas cenas de tortura em profusão. Vale dinheiro? Então eles topam tudo.

A pá de cal para sedimentar a desesperança e o desapego dessa geração a valores como amizade e e respeito ao próximo e ao bem comum foi tristemente transmitida pelos noticiários de um país marcado pela impunidade de quem pode pagar bons e bem relacionados advogados. Corruptos de colarinho branco à solta e ladrões de galinha lotando presídios.

Em que esses adolescentes poderiam acreditar?

Em porrada!

E assim foi alimentado o intelecto de uma geração para quem a violência foi sempre muito mais eficiente e compensadora que o diálogo.

Fãs dos desenhos animados vão dizer que são apenas desenhos e que quem educa é a família e a escola, e não a televisão.

Em que mundo esses caras vivem?

Outros vão dizer que a liberdade de expressão é sagrada e que qualquer coisa pode ser derramada pela TV na cabeça de crianças em formação.

Discordo, os pais estão ausentes, são relapsos ou ignorantes demais para transmitir palavras de bom senso a seus filhos. Quem educa o Brasil com sua lavagem cerebral onipresente é a TV mesmo, e isso não é de hoje. Agora, ela tem a assessoria brilhante dos games de computador que entretêm as crianças com tiros de fuzil e combates mortais até a alta madrugada.

Aí, dirão que nem todas as crianças assoladas por essa massificação da violência se tornaram pitboys.

Graças a Deus, mas quem se responsabiliza pelos muitos que sucumbiram a essa lavagem cerebral?

Os amantes das artes marciais podem argumentar que lutador consciente só luta em academia e não provoca briga em boates.

Aham...

Acho que a luta livre, embora seja para mim uma aberração da natureza, não pode e nem deve ser proibida, mas teria que ser um espetáculo restrito a maiores de idade, e não disseminado cada vez mais na TV.

Se a rinha de galo é proibida, porque a rinha de homens é incentivada?

E a cultura da violência está aí. Skinheads aprontando em São Paulo, torcidas organizadas a promoverem barbaridades nos estádios e fora deles, casas noturnas transformadas em campos de batalha regados a bebida destilada misturada com energético. As ruas estão cheias de gente como os 25 lutadores de Cordovil, soltos depois de um compreensivo puxão de orelha na delegacia.

Torça para não cruzar com eles na próxima esquina.
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Meu comentário:


Marcelo, caríssimo

Bom dia!

Seu texto me lembrou um fato contado por um senhor taxista, daqueles que dá um duro danado para manter a família e não acredita em educação “mudernosa”. Nunca mais na minha vida esqueci aquela conversa.

Falávamos sobre filhos, criação/educação e ele me disse: “quem manda na minha casa sou eu e estamos conversados”. É o tipo de homem que tomas as regras e o controle do que acontece em sua casa e com os que nela moram e não terceiriza responsabilidades. Vamos dizer que ele é daqueles que acham que “quem dá o pão dá o ensino”.

Este senhor cria um sobrinho desde pequeninho, é um filho. O tal é agora um adolescente e é aí que a história começa. Nas palavras do taxista (na medida do possível):

Em uma sexta-feira o sobrinho-filho tomou banho, se arrumou todinho, o tio-pai deu o dinheiro para as despesas de praxe e saiu com os amigos. Na manhã seguinte, chegou todo arrebentado e com a roupa toda rasgada. O tio-pai taxista pressionou e o garoto argumentou que foi assaltado (1ª mentira).

Na sexta-feira seguinte, o mesmo ritual: banho, roupa nova e dinheiro do titio-papai. No sábado seguinte, novamente, chegou aos trapos em casa com a cara toda arrebentada. Pressionado, avisa que tinha sido pego de surpresa em uma briga de boite (2ª e última mentira porque o taxista não dá terceira oportunidade).

O tio-pai espremeu, espremeu e espremeu até o garoto-que-pensa-que-a-gente-não-conhece-mentira confessar. O tio-pai é macaco velho, senhor de idade, e ainda por cima trabalha na noite levando e trazendo Deus e o mundo. Não vive de “historinhas”. Foi quando o aborrecente-idiota-e-que-sempre-vai-na-conversa-dos-outros falou que ele os amigos marcavam as brigas pela internet. Nas sextas à noite ele saía para brigar com outros caras porque é disso que ele gosta.

O tio-pai ouviu calmamente o que o sobrinho-filho tinha a dizer e respondeu: “No meu tempo de rapaz (ele não fala adolescente) nós também nos arrumávamos todas as sextas-feiras, colocávamos as melhores roupas e perfumes e saíamos à noite porém, com outro objetivo: encontrar GAROTAS, namorar. E seguiu dizendo: não pense que era tarefa fácil (como é hoje, em que as meninas andam tão fáceis que o joelho esquerdo não junta com o direito há mais de um ano). Conseguir uma boa garota para um bom papo não era coisa fácil. Se um de nós chegava ao clímax de segurar as mãos da eleita dava a noite como ganha. Beijo nem pensar. O taxista estava até sendo razoável, tentando mostrar ao sobrinho-filho-problemático que tipo de comportamento um homem de verdade deve ter, e até falando sobre o romantismo da época. Foi quando o desavisado do garoto-eu-gosto-de-levar-porrada respondeu mal e chamou o tio-pai de véio sem noção. Neste momento, a “marmita do cara azedou” e ele conheceu o lado negro da força.

Do alto de sua autoridade política e financeira o meu amigo (aí ele virou meu amigo mesmo) taxista deu um soco na mesa e mudou o discurso. Disse que não dava um duro danado para dar o melhor ao rapaz e este, nos fins de semana, ficar todo bonitinho, de roupa nova, para se encontrar com homens e ainda por cima para brigar. E disse que ia resolver o problema de uma vez só. Já que o sobrinho-filho gostava de apanhar ele mesmo se encarregaria de descer a porrada nele. E desceu avisando: toda vez que sentir vontade de brigar pode falar comigo. Com a vantagem de ser um programa barato porque o dinheirinho das roupas novas e das despesas de sexta-feira acabou ali.

Não pense que o sobrinho-filho teve problemas psicológicos, estresse pós porrada, nada disto. Teve sim, um surto de vergonha na cara e tratou de estudar porque entendeu rapidinho que fora dali ele não teria vida melhor.

Bem, Marcelo, você deve estar me perguntando o por que desta história interminável. Eu concordo com você que a mídia do nosso tempo ajuda muito na propagação da violência, isto é fato.

Todo mundo copia o que vê na televisão. Até adultos retardados copiam moda de novelas (você sabe que eu sou a única pessoa no Brasil e no mundo que não assiste novelas). Copiam roupas, sapatos, gestos, danças, hábitos e até...bordões! confesso que às vezes fico sem graça quando as pessoas falam comigo em novelês porque fica difícil entender. E quando começo a entender a novela acabou e já tem outro novelês no ar. Estou sempre out, off, por fora....

Ora, se adultos retardados são capazes de reproduzir o que vêem na televisão o que não dizer de crianças em formação de personalidade?

É óbvio que a televisão influencia e muito. Eu apenas acho que pior que a presença da televisão é a ausência dos pais (ou de quem seja responsável).

Mas quem quer??? Antes as meninas queriam ser como as mães quando crescessem. Hoje as mães querem ser como as filhas e disputam os mesmos modelitos, o mesmo linguajar, as mesmas boites e os mesmos namorados.

Os pais não querem mais descer do palco para dar vez aos filhos e vê-los brilhar. Sem figura de autoridade fica difícil, o que a gente vê é isto aí.

Pergunte aos pais da gangue de Cordovil onde estavam naquela hora ou, se pelo menos sabiam onde os filhos iriam estar. Um carro zero para quem afirmar que sabia o que o filho ira fazer.

Mãe é mãe, pai é pai e melhor amigo é melhor amigo. Não queira ser a melhor amiga (o) dos seus filhos. Queira ser a melhor mãe ou o melhor pai.

É por isto que eu acho que a solução para o que se vê por aí acontecendo a todo o momento é colocar OS PAIS dentro da cadeia. Afinal, é deles a responsabilidade civil já que os arruaceiros são menores de idade. Cadeia sem direito a fiança. Na linguagem popular. Tomar conta dos filhos ou ir para a cadeia e o Estado assumir os filhos (não há desgraça maior).

Não adianta pena de morte, não adianta matar ninguém, até porque ninguém morre na hora, não estamos na China. Só compramos produtos chineses (SAARA/RJ, 25 de março/SP) apesar de falarmos muito mal da China. Falem mal, mas comprem de mim.

As pessoas que pregam a pena de morte pensam que seria como no velho oeste: se matar morre enforcado, na hora, na árvore mais próxima. Ledo engano.

Nos EUA existem prisioneiros que estão há anos no corredor da morte comendo o dinheiro dos cofres públicos e dos Tribunais de Apelação.

Falar é fácil. Na prática o bicho pega.

Parabéns pelo texto, oportunísssimo, Marcelo, Você é o cara.

Abraços fraternos,

Virgínia Meirim

25 de setembro de 2009

Coluna do Marcelo Migliaccio no JB ONLINE

Muito oportuno o texto do Marcelo sinalizando sobre a triste iniciativa da tv Globo em nos mostrar a grande dama Dirce Migliaccio em situação já constrangedora pela doença.
Esta grande atriz merecia ser lembrada pelos seus feitos e grandes personagens e não por uma fase sórdida de sua vida, para onde todos nós também caminhamos.
Com certeza há nos arquivos da emissora fotos belíssimas de seus trabalhos.
Mas o jornalista oportunista de plantão e alpinista funcional não iria perder a deixa. É o prazer mórbido de mostrar a miséria humana.
Sinto muito por você, Marcelo.
Abraços fraternos

18 de agosto de 2009

Diogo Nogueira - vamos votar



Diogo foi indicado ao VMB na categoria Samba!

Temos que votar!


http://vmb.mtv.uol.com.br/cat_samba.html


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