17 de fevereiro de 2015

100 clássicos do cinema para você assistir de graça

Canal do Ensino ‏@CanaldoEnsino 2 minHá 2 minutos
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ACABOU O CARNAVAL

Taylor...

CASA GRANDE E SENZALA



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antonio jose ‏@florencio1 2 hHá 2 horas
“Mãe de Richa tem aposentadoria vitalícia até no Senado Federal”, denuncia Requião http://fb.me/1uzK924B5

Acima de todos os quesitos, as escolas são de samba.

De Olho na Política: 'Lá vem Portela, malandro'
A valorização extrema dos carros alegóricos preocupa. Acima de todos os quesitos, as escolas são de samba

OCTÁVIO COSTA

Rio - Vou aproveitar o caminho aberto por Luiz Fernando Veríssimo em seu artigo de domingo, no qual contou por que se tornou salgueirense ao chegar ao Rio em 1962. Diz que a cor ajudou, era o mesmo vermelho do Internacional, sua paixão de Porto Alegre. E explica que sempre achou o Salgueiro bonito, mesmo quando não era “a mais convencionalmente luxuosa e criativa”. Eu torço pela escola vermelho-e-branca da Tijuca por outros motivos.

Minha mãe, dona de casa que passou a infância e a juventude no alto da Rua Uruguai, era salgueirense doente. Nas vitórias do Salgueiro nos anos 1960, ela fazia questão de ir à Praça Saens Peña para acompanhar a festa da campeã. Era a época em que Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona revolucionaram os desfiles, com enredos sobre a cultura negra e personalidades como Zumbi e Chica da Silva.

“Até ali, os passistas só queriam sair vestidos de marquês”, lembrava Pamplona, ao risos. Em torno de Pamplona, surgiu uma geração de carnavalescos que também contribuiu para a evolução das escolas de samba: entre eles, Joãosinho Trinta, Rosa Magalhães, Maria Augusta e Max Lopes.

Joãosinho foi, sem dúvida, o mais criativo. Depois de conquistar o bicampeonato em 1974 e 1975 no Salgueiro, fez mudanças que tiveram de ser seguidas por todos. Aumentou a altura dos carros alegóricos (para atender à televisão e às arquibancadas cada vez maiores) e, com o competente Laíla à frente da harmonia, exigiu que as alas passassem da forma mais compacta possível. Assim deu vários campeonatos à Beija-Flor de Nilópolis.

Maria Augusta não foi campeã, mas inovou na União da Ilha. Perfeccionista com os figurinos, Rosa Magalhães levou a Imperatriz ao tricampeonato em 1999, 2000 e 2001. O genial Joãosinho já nos deixou, mas Rosinha estará na Avenida hoje com a São Clemente e um enredo que homenageia o pai de todos, Pamplona.

Nos últimos anos, surgiram novos nomes. O principal é Paulo Barros, que começou a dar espetáculo com uma alegoria humana na Unidos da Tijuca em 2004. Depois, conquistou três títulos com a escola do Morro do Borel. No ano passado, venceu em desfile discutível, dedicado a Ayrton Senna e com um carro pesado e sem graça, apinhado de troféus.

Ele se mudou para a Mocidade, que exibiu suas surpresas ontem. Paulo Barros merece a fama, mas seu predomínio marca também a valorização extrema das alegorias. Esse quesito foi decisivo nos julgamentos dos últimos dez anos, segundo pesquisa do ‘Globo’. Atualmente, o investimento em alegorias e adereços dobra a chance de ser campeã.

A tendência preocupa. E talvez explique por que as escolas não atraem mais os jovens da classe média e estão deixando de fazer parte da vida da cidade (já os blocos de rua não param de crescer). Houve tempo em que o Carnaval era decidido pela qualidade do samba. Em 1993, por exemplo, o Salgueiro quebrou um jejum de 18 anos com ‘Explode Coração’, que continua cantado em todo o país.

Hoje à noite, a Portela, que não vence um desfile há 30 anos sempre prejudicada pela ênfase dada aos carros alegóricos, comemora os 450 anos do Rio com um samba-enredo maravilhoso. “Lá vem Portela, malandro, o samba chegou!”, exclama o refrão de Noca. Seria muito bom que a escola de Madureira, de Monarco, Candeia e Paulinho da Viola empolgasse os jurados. Acima de todos os quesitos, as escolas são de samba.

16 de fevereiro de 2015

Cearence explica a frase mais famosa deste carnaval.



Cearence explica a frase mais famosa deste carnaval.
A irreverência do brasileiro solapou o movimento golpista que começou há duas semanas, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou, em artigo, o movimento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, Acervo Arrocha.com.br
ireito a parecer do jurista Ives Gandra Martins.
Veio do Ceará a resposta mais adequada a esse movimento, com a frase 'Impítiman é meu zovo'. Um cartaz com essa expressão invadiu uma reportagem da TV Globo e quem a explica é o fotógrafo cearense Carlos Medeiros.
"Meu zovo é uma expressão corriqueira aqui no Ceará", diz ele. "A gente fala isso quando alguma coisa não tem credibilidade, não vai acontecer".
Segundo Medeiros, a frase consagrada no Carnaval é a reação ao golpe midiático, liderado por veículos como a Globo. "Se tiverem coragem de sair as ruas pedindo impeachment, o contragolpe é todo mundo na rua com o cartaz impítiman é meu zovo", diz ele.
A frase gerou centenas de memes na internet. Assista, aqui, ao vídeo preparado por Carlos Medeiros para explicar um pouco do cearês.
Com informações do Ceará247.

SOBRE CORRUPÇÃO - VÍDEO DE 3 MINUTOS ESCLARECE TUDO.

11 de janeiro de 2015

UM TUCANO FALA ABERTAMENTE SOBRE CORRUPÇÃO



Como ser tucano sem ser hipócrita: um texto para a história
21 de novembro de 2014 | 11:50 Autor: Fernando Brito
O empresário Ricardo Semler, que ficou nacionalmente conhecido com seu best-seller “Virando a própria mesa – uma história de sucesso empresarial Made in Brazil”, escreve hoje, na Folha, o melhor texto que já li sobre o escândalo da Operação Lava-Jato.
Semler esclarece logo que não é petista, mas tucano, filiado ao partido por nada mais que gente como Montoro, Covas, Serra e FHC. E que votou contra Dilma.
Tem suas convicções neoliberais, certamente, mas não é um cínico.
E diz com todas as letras que a corrupção nunca foi tão pequena no Brasil.
O que não é, claro, razão para tolerá-la ou para “deixar para lá” a roubalheira, mesmo que em escala melhor.
Semler dá uma bordoada em quem acha que tudo está acontecendo “contra” Dilma e é claro ao afirmar que é ela quem está criando as condições para que a lama venha à tona: “É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer outro presidente. Com roubalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo”
É algo para que se faça o que jamais recomendo aqui, por deixar que cada um chegue às suas conclusões. Mas que, neste caso, o faço: reproduzir e mandar para todos.
Leia, e você vai ler de um tirada só, sem parar, porque a honradez intelectual e moral não tem partido.
Nunca se roubou tão pouco
Ricardo Semler
Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país
Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.
Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.
Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos “cochons des dix pour cent”, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.
Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão –cem vezes mais do que o caso Petrobras– pelos empresários?
Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?
Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.
Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.
É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.
Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.
Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.
A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.
O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.
É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.
A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.
Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.
Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?
Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.
O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.