2 de outubro de 2009

E o povinho de merda torcendo pela candidatura do Rio...

Na hora de torcer por mais segurança, pelo combate à criminalidade de forma racional e sem efeitos colaterais, pela melhoria dose serviços de sáude e da educação não se consegue juntar meia dúzia na praia.

Este povinho merece mesmo uns ataques à ônibus, uns assaltos à residências e uma filas nos hospitais sem médicos.

Não sei porque a euforia. Em 2016 a maioria já morreu como vítima da violência.

Vão assistir aos jogos lá da cidade dos pés juntos. Tem tv a cabo lá????

Mas não tomam vergonha na cara, não!

1 de outubro de 2009

A TÃO FALADA ESCALADA DA VIOLÊNCIA (voltando ao assunto)

Deixei este comentário na coluna do Marcelo Micliaccio, que admiro muito, do JbONLINE - Rio Acima


O vídeo que vocês podem assistir no link abaixo eu considero uma das maiores campanhas contra a violência que assola a Humanidade.
É uma severa chamada de consciência. Um grande tapa na cara. Porém, é também uma poderosa ferramenta de reflexão.

Nos dias de hoje, com sentimentos de vingança e revolta à flor da pele fala-se muito em “matou tem que morrer, olho por olho” e tantas outras sandices como resposta para a grave crise social que estamos atravessando.

Tenho ouvido e lido depoimentos nas páginas da WEB de arrepiar qualquer um que tenha um mínimo de senso moral e respeito à vida humana.

Vejo tudo com muita cautela por entender que falta ao Homem uma rigorosa revisão do seu próprio código de valores e que, à luz da emoção, nada se consegue de concreto.
Não é hora de se colocar no mesmo cesto o nosso desespero, as nossas reivindicações e os nossos desafetos.

A verdade é que neste país nós só olhamos para o próprio umbigo. O problema do outro será sempre do outro. A solidariedade e o amor ao próximo só aparecem junto com o peru do Natal ou quando o risco começa a ficar bem próximo de nós.
Aí. “Merrrrrrrrrrrrrrrmão” o bicho pega. Vamos todos para a frente do pc digitar, entrar em fóruns, falar, gritar, reivindicar. Vamos às ruas fazer passeatas e levantar a nossa, eu disse nossa, bandeira.
Não demora muito a coisa esfria e vida que se segue! Até que nova tragédia aconteça.
Estamos e um círculo tão vicioso que a violência está dentro de nós. Passamos por cada tragédia como quem passa por uma virose. Ficou bom? Vai em frente! Hoje em dia todo mundo tem virose.

Quando algo PÚBLICO de ruim acontece argumentamos e esbravejamos muito mas, sempre nos colocando à margem do caos social. Tiramos a nossa responsabilidade como se tudo o que acontece por aí não fosse também por culpa nossa.
Afinal, quem somos nós para tentar mudar o que está nos acontecendo? “Isto é problema do governo! Já pago meus impostos para isto! Já faço a minha parte cuidando da minha família e trabalhando duro! Não sou pago para resolver os problemas do mundo, já tenho os meus” , e por aí vai.

A família é a célula do organismo social. Quando esta célula adoece, como está doente neste momento, toda a sociedade adoece. Temos então o cancro social da violência do qual todos nós morreremos um dia.

O Homem por todos estes séculos evoluiu intelectualmente mas não deu a mínima importância ao seu progresso moral. O caminho para a resposta que todos procuram não está nas passeatas, nas velas acesas, não está lá fora, não é um OVNI. Ele está dentro de cada um de nós. Na nossa vontade política de querer mudanças. Está no seio de cada família.

Cada cidadão precisa ter a coragem de fazer um severo inventário moral do que têm sido suas atitudes ao longo destes anos e perguntar a si mesmo de que forma colaborou para que as nossas crianças de hoje se tornassem o que são e se voltassem contra a sociedade a ponto de cometer tantas atrocidades.

Educar já é difícil, dá um trabalho danado. E, ainda por cima, os pais ”mudernos” resolveram ser forever young, dividir o palco com os filhos partilhando roupas, namorados (e namoradas), bebendo e fumando maconha juntos. Aí, caríssimo Marcelo, fica mais difícil ainda.

Todos nós sabemos que o aprendizado se dá por repetição de modelos. Se o modelo não for bom o produto final tem grande chances de ser ruim. Se o modelo for bom e o aprendiz se nega a repeti-lo cabe a cada um de nós enquanto pais, mães e educadores, tomar as rédeas da situação, corrigir, vigiar. E até punir.
Os pais precisam entender que pai é pai, mãe é mãe e amigo é amigo.
O indivíduo tem que acabar com este discurso de que “eu sou o melhor amigo de seu filho”. Ele tem que se preocupar sim em ser o melhor pai e jamais confundir estes papéis porque quando isto acontecer ele vai perder a autoridade. Vai até pensar que tem mas não tem.
Então, o filho que cresceu sendo tratado como um amigo do pai, em quem ele não reconhece figura de autoridade, também não vai reconhecer a figura de autoridade do professor, da propriedade alheia, da polícia, do juiz... O resto vocês já sabem.
Tem que entender que está na hora de descer do palco e deixar o filho brilhar. Deixar de ser o amigão e passar a ser pai. Tem que dar ao filho o apoio, a orientação e o limite que ele precisa. A maioria dos pais não sabe: todo adolescente não fala, mas quer uma família que lhe imponha limites.
Agindo desta forma o indivíduo não apenas será o melhor pai, mas também (por tabela) um amigo. Não aquele “melhor amigo” dos bancos escolares e das escolhas ruins, mas o que segura a mão e mostra a direção certa a seguir.
Mas fica na minha cabeça a pergunta milionária: como ensinar ao seu filho o caminho a seguir se os pais não conhecem o próprio caminho?
O Governo tem culpa pela onda de violência? Nossa, claro que tem! Principalmente quando não se obriga a implantar e acompanhar programas e políticas sociais.
É preciso ficar claro que a incompetência do governo não livra a nossa cara nem tira de nós a parcela de responsabilidade enquanto indivíduos chefes de família responsáveis pelos nossos filhos.
É muito fácil reclamar. Entretanto, é preciso lembrar que não conseguiremos limpar o mundo se estivermos com “a moral toda enterrada na lama”, na voz do poeta.

Virgínia Meirim Coutinho

http://www.youtube.com/watch?v=8MALAyiiexo

ASSISTA E REFLITA. NINGUÉM ESTÁ IMPUNE.


27 de setembro de 2009

TINHA QUE SER UM TIRO EM REDE NACIONAL DE TV, COMANDANTE PRÍNCIPE?

Comandante Príncipe, se me permite a intimidade....

Não haveria como recurso alternativo as famosas balas de borracha que nos imobilizam quando estamos em passeata?
Quem sabe até aqueles famosos dardos com alto poder de sedação utilizados para abater tigres na selva?

Porque a polícia resolveu protagonizar essas cenas de horror? contrato milionário com alguma rede de televisão? porque o Major "snippper" está posando de herói???? coisa estranha... será que vai aceitar o convite para posar nu?

Este angú tem muito caroço, meu prezado Comandante, se me permite a intimidade...

Devo eu, a partir de agora e destas perguntas, dormir de janelas fechadas? ou andar olhando para o alto à espera de um possível snipper à espreita?
A verdade dóóóóóóóóiiiiiiii, Comandante Príncipe! o Sr. não tem noção.....
Falta de preparo da polícia querendo pagar pelos pecados na morte da refém do 174?
Esta é a verdade. Nada mais que isto.
Virgínia Meirim (a próxima vítima da PM por ter a língua solta)

A SORTE E A MORTE DE DUAS FAMÍLIAS



Calma, gente!
Já sei o que vão gritar os justiceiros de plantão: “Por que não levou o bandido para casa?”. Demagoga! Quer aparecer! bla´... blá... bla´...
Sinto muito, não me importo. Eu e essas pessoas jamais teremos o mesmo universo de discurso. Então...
Acabo de ler que a mãe do assaltante que fez uma vítima refém ameaçando a todos com uma granada disse que “a polícia poderia ter esperado”. Vi no seu rosto a expressão da desesperança, da dor e parei para pensar em quem raramente pensamos em situações assim: a mãe do criminoso.
A polícia cumpriu o seu papel. Era uma ação policial e não um espetáculo circense. Por que os aplausos? Há coisas que não consigo entender.
Confesso que ontem chorei por solidariedade sincera à vítima e à sua família. Não há como nomear o desespero daquele momento, a barbaridade que sofreram.
Hoje, sem a menor demagogia, chorei pela mãe do criminoso. Vendo a foto daquela mulher percebi que algo nela despertou algo em mim. Um dia, talvez, eu descubra o quê.

Vejo as imagens do homem abatido a tiro como um animal caçado. Chorei por sua mãe, sim. Imaginei a sua dor quando soube do ato insano e criminoso do filho. Chorei imaginando o que é ver um filho cair com uma bala na cabeça em rede nacional de televisão. E o povo aplaudindo.

Quando assisti as cenas da morte pensei: só quem é MÃE é capaz de medir a dor de ver um filho escurraçado por toda uma cidade querendo a sua cabeça. Mesmo ele sendo um criminoso.

Não vamos julgá-la prematuramente, no calor da emoção, por supostamente ter errado na educação do filho. Será que errou mesmo?
Os jovens de hoje (muito mais do que em todos os tempos) fazem escolhas ruins, muito ruins. Quantas vezes este filho, hoje morto, pode não ter dado atenção aos conselhos daquela mãe?
O cancro da violência está em todas as classes sociais. Está nas escolas. Está nas ruas. Mas, principalmente, está dentro das pessoas.
Se você passear pelas redes sociais pode observar o quanto existe de violência virtual que, bastando um pequeno empurrão, cai no mundo real.
Um adulto equilibrado, pai ou mãe, sabe perfeitamente do que estou falando: apologia ao crime, venda e distribuição de drogas, encontros para brigas de torcidas organizadas ou de gangues, homofobia, sexting, intolerância religiosa, calúnia, agressão a homossexuais e a todas as diferenças, e por aí vai.
O cardápio é grande. Há toda sorte de manifestação de violência. Um verdadeiro cyberbullying.
Acho que deveríamos colocar nossos corações em cima da mesa e, usando apenas o cérebro, fazer um inventário moral do nosso papel de pai ou mãe:
Quantos de nós sabemos o que realmente se passa na cabeça e no coração de nossos filhos com 100% de certeza ?
Quantos de nós temos absoluta confiança em tudo o que sabem e andam fazendo?
Sem hipocrisias, não julguemos aquela mulher.

A polícia fez o que precisava ser feito e a mãe do criminoso está sofrendo. É como sempre digo: uma verdade não exclui a outra.

Mãe nenhuma quer enterrar um filho. Mãe nenhuma quer parir um criminoso.
Acho que foi por isto que entendi a dor daquela mulher.
Por isto não posso julgá-la. Por isto não aplaudi quando seu filho foi abatido.
A questão é ampla, complexa e as soluções não podem ser levantadas no calor da emoção e da revolta.

Bem, é isto.
Abraços fraternos
Virgínia Meirim

Apenas uma fábula - O domingo é de sol mas sua cor é cinza...

“Dizem que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno.
Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem a porta, viram uma sala em cujo centro havia um caldeirão de sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher de cabo comprido, que lhes permitia alcançar o caldeirão, mas não a própria boca. O sofrimento era grande.
Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta, as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados.

_ Eu não compreendo - disse o homem a Deus - por que aqui as pessoas estão tão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?

Deus sorriu e respondeu:

_ Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a alimentar uns aos outros!”

Não podemos nos movimentar só diante das grandes barbáries. Como na fábula, talvez seja a hora de “nos alimentarmos uns aos outros.”

25 de setembro de 2009

Coluna do Marcelo Migliaccio no JB ONLINE

Muito oportuno o texto do Marcelo sinalizando sobre a triste iniciativa da tv Globo em nos mostrar a grande dama Dirce Migliaccio em situação já constrangedora pela doença.
Esta grande atriz merecia ser lembrada pelos seus feitos e grandes personagens e não por uma fase sórdida de sua vida, para onde todos nós também caminhamos.
Com certeza há nos arquivos da emissora fotos belíssimas de seus trabalhos.
Mas o jornalista oportunista de plantão e alpinista funcional não iria perder a deixa. É o prazer mórbido de mostrar a miséria humana.
Sinto muito por você, Marcelo.
Abraços fraternos

24 de setembro de 2009

O respeito às diferenças

Primeiro quero deixar claro uma coisa: NÃO sou fumante. Agora posso dizer o que penso sem que pareça favoritismo.
Não se pode tomar decisões, e muito menos aprovar leis, no calor da euforia.
É preciso ver além, ver o que atitudes radicais como esta podem ter como consequências para o Estado e para a população.
Não se trata apenas de fumar ou não fumar. A questão é bem mais ampla. É oreciso saber se ela valerá para todos incondicionalmente. Não vai e isto é fato.
Vamos ver alguns exemplos:
O verão está chegando e com ele os ensaios das escolas de samba.
Quem vai proibir ou coibir ou impedir o cigarro dentro das quadras das escolas de samba onde também frequentam crianças e idosos?
Quem vai encarar a máfia do samba que é comandada pela máfia do tráfico e ordenar que se apague os cigarros? Quem tem peito?
Quem vai encarar os fumantes no carnaval dentro do sambódromo, arquibancadas e nos camarotes de turistas, famosos e que tais? Onde, por exemplo, muitos policiais participam da festa?
Quem vai ter peito para proibir o uso do cigarro nos blocos de carnaval? Alguns blocos são tão lotados que acabam funcionando com ambientes fechados. Um Bola Preta, por exemplo...
Quem vai proibir o uso do cigarro dentro dos quartéis e das corporações militares? quem?
Quem vai impedir o cigarro dentro dos presídios e até.....dentro da própria ALERJ, do Senado e da Câmara dos Deputados??? Político fuuuuuuuuuma! Vocês não tem noção!
Pois é.
Então não dá, amigo. Ou vale para todo mundo ou flexiona para atender aos que, dentro de uma democracia, tem o direito de fumar.
O que eles não tem direito é de jogar a fumaça na nossa cara nem nos obrigar a respirá-la. Mas isto não tira o direito de serem tratados com respeito.
Eles não devem fumar pertos de nós porém, eles tem sim o direito de fumar quando quiserem. UMA VERDADE NÃO EXCLUI A OUTRA.
Se estiverem em lugares destinados a esta prática que façam o que quiserem com os seus pulmões. Mas não é certo tratar os fumantes como quase criminosos, humilhando-os.
Agora, caindo na real, vai ter que ser muito macho para encarar determinadas áreas comandadas pelo bicho, pelo tráfico ah! isso vai...
Quem acaba sofrendo sanções são os comerciantes honestos e a população que cada mais se vê privada dos seus já tão poucos prazeres.
Estou sentindo um cheiro de ditadura no ar?

Pois é... enquanto vocês aqui metem a maior banca contra os fumantes (quanta coragem protegida pelo anonimato), os políticos botam a banca em cima de vocês sem a menor vergonha na cara.
Abram os olhos e vejam quem realmente está ferrando vocês.
Abraços fraternos,
Virgínia Meirim – a que não fuma mas sabe respeitar o direito alheio.

23 de setembro de 2009

INCLUSÃO DE EMENDA

Inclusão de Emenda



Nós, servidores do Ministério da Defesa, vimos perante Vossa Excelência requerer o que se segue:
Até o presente momento nada foi providenciado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em que pese o efetivo empenho das autoridades do Ministério da Defesa, de representantes do Congresso Nacional, em especial os Membros da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, da necessidade de instituição de uma Gratificação para o pessoal Administrativo constante do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo - PGPE, a exemplo do que foi instituído pelos Projetos de Lei nº 5918 e 5920, atualmente tramitando no Congresso e que beneficiam diversas categorias administrativas de diversos Ministérios.
É inconcebível para qualquer Gestão Administrativa “tratar os iguais de forma” desigual. Ao passo que reconhecemos uma melhora salarial para o pessoal integrante do Plano de Carreira dos Cargos de Tecnologia Militar, do Ministério da Defesa, existe um descompasso remuneratório dos servidores administrativos que dão suporte para a execução das atividades fins desse mesmo Ministério.
Há muito tempo essa situação de desigualdade ocorre no âmbito do Ministério da Defesa, entre o pessoal ocupante dos cargos administrativos e o pessoal contemplado pela Carreira de Tecnologia Militar e pela Carreira de Ciência e Tecnologia. Essas categorias convivem no mesmo ambiente institucional; desempenham tarefas de complexidade idênticas e, no entanto, tem tabelas salariais totalmente diferenciadas.
Por fim, requeremos de Vossa Excelência a inclusão de uma Emenda ao Projeto de Lei nº 5920, instituindo uma Gratificação ao Pessoal Ocupante de Cargos Administrativos do Ministério da Defesa, como forma de resguardar o equilíbrio profissional entre as categorias funcionais que integram as atividades de política para o desenvolvimento do Setor de Defesa no País. Todos os servidores deste órgão contribuem direta ou indiretamente para a manutenção e reaparelhamento dos meios de defesa nacional.



Rio de Janeiro, 16 de setembro de 2009.

ALCINEA FERREIRA – NM AGENTE ADMINISTRATIVA – Arsenal de Marinha do RJ